sábado, 5 de janeiro de 2013

¡Uno!

Você irá agora ler um resenha de um CD (caso não mude de ideia)
Estou escrevendo ela por cinco razões:

1 - Qualquer idiota consegue escrever uma resenha (sim, lide com isso)
2 - Não tenho tema pra qualquer postagem aqui. Ou tenho e estou com preguiça de escrever... Ou não quero mesmo.
3 - Eu quero escrever isso.
4 - Vai dar uma atualizada aqui.
5 - Uma lista com 5 itens fica melhor que uma lista com 4 itens.



Tudo bem, você acaba de colocar seu longplay na vitrola e quando a agulha encosta no disco seus tímpanos tomam um esculacho das baquetas de Tré Cool. Começou Nuclear Family, a música que fará você dizer "Eita! Olha o Green Day fazendo música como há oito anos atrás!"

Ok, agora guarde tua guitarra invisível, a pegada de Stay the Night é outra, soa como uma música que que você vai pegar a letra e se identificar com algum momento da tua vida. E vai.
 Duas curiosidades:
 - Aos 3:25 Billie Joe Armstrong grita DINHEEEIIIROOO
- http://www.youtube.com/watch?v=esXnQJBNIKg Algo me remete ao jam que rola aqui.

E parece que o Tré realmente não gosta dos meus tímpanos, ou eu deveria abaixar o volume. Mas eu não consigo, preciso escutar Carpe Diem alto e cantar o refrão junto. Mais uma vez você lembrará da (boa) época do American Idiot.

Lá vem ele de novo, atacando a bateria e berrando no meio de Let Yourself Go.
Se empolgou com Carpe Diem? Essa faixa irá despertar a mesma sensação. Multiplicada por sete.
Você vai ouvir mais de uma vez.

Pá, pá, pá, pá, pá, pá, pá... Peraí! De onde veio esse riff? E esse reverb no vocal? Não importa.
Agora você está fazendo uma imitação falha da dancinha do Fat Family e cantando "Someone kill the DJ, shoot the fucking DJ..."
Ou na pior das hipóteses está se perguntando "O que houve com a minha banda punk?" Nesse caso eu recomendo que você apague as MP3 do Green Day de 2000 pra cá ou venda os seus cds a partir do Warning pra um sebo. Alguém que escuta música simplesmente porque ela é boa comprará esses álbuns por um bom preço. Já aproveite pra procurar uns cds do Bad Religion, NOFX, Misfits... Se encontrar algum do Screeching Weasel, me mande um email.

Você logo é lembrado que está ouvindo um cd do Green Day, Fell For You soa como Green Day. A bateria rápida, o vocal, o backing vocal, o "uéun uéun uéun" da guitarra. Se isso é bom ou ruim quem decide é você.

A guitarra invisível tá no esquema? Loss of Control tá pedindo pra você tocar e cantar junto, novamente com a guitarra seca flertando com o uéun uéun uéun que faz você ouvir uma música e reconhecer o som do trio californiano. (Gostaram? Trio californiano? Pareço jornalista escrevendo assim né?)

Ya, agitator! Ya, troublemaker!
Ih, ah lá, tem uma música do Foxboro Hot Tubs perdida aqui. E com um solinho peculiar muito bacana, voltei umas vezes só pra ouvir ele.

Angel Blue é greendayzássa, assim como boa parte do álbum. Rápida, tem uéun uéun uéun, guitarra rápida e Mike Dirnt arrebentando no baixo, que eu talvez tenha esquecido de citar em outras músicas, algumas inclusive com o baixo mais "presente".

Billie Joe com voz de quem tomou um esculacho da mãe porque esqueceu de tirar o lixo, não precisamos nem ver a letra pra saber o que vem por aí.
Eu iria gostar mais de Sweet 16 caso estivesse apaixonado.

Rusty James é uma música que eu imagino que ficaria melhor um pouco mais rápida, ela dá vontade de chorar. A letra dela com uma melodia no esquema daquela lá do Nimrod. seria lindo.

Num primeiro momento eu rejeitei Oh Love, mas comecei a gostar da música pelo mesmo motivo que o Tré Cool:

Oooohh love...

A música é meio longa e repetitiva, mas o videoclipe torna isso numa coisa boa.

Analisando o álbum como um todo, está entre os que menos gostei deles. Depois sairá um texto explicando isso melhor. Ou não.

Um comentário:

  1. Bela resenha, menino Kaueh. Mas teria sido mais legal se fosse com gifs.

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